
ps: Não sou eu na foto oks. Só achei interessantÃssimo.
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Toda a casa encontrava-se adormecida, as luzes estavam todas apagadas. Estava um silêncio total e também escuridão, se não fosse pela pequena lanterna acesa que Clara segurava, firme, em sua mão direita. A pressão que a lanterna fazia apesar de ser pouca, fazia-a estremecer de dor. E a trazia as lembranças da noite passada, as quais ela esforçava-se ao máximo para esquecer. Ele a puxando, empurrando, gritando, a forçando a fazer o que não queria. O pedaço de ferro talvez tenha salvado a sua vida, mas também deixado aquela marca profunda em sua mão direita, que agora latejava de dor. Segurou a lanterna um pouco mais firme. Ela caminhava com paços lentos, quase imperceptÃveis. Esforçando-se para não deixar rastros. Passou pela sala-de-estar e observou uma pintura mÃstica pendurada na parede a qual o significado ela não soube identificar, andou mais um pouco e atravessou a sala, levou um susto quando quase esbarrou numa mesa enorme com dez cadeiras estranhamente viradas para o lado oposto da mesa. Continuou andando, agora pelo corredor, e ao seu lado esquerdo percebeu uma porta entreaberta, empurrou-a um pouco e colocou a lanterna na direção do cômodo. Avistou a parede, toda composta por um azulejo marrom escuro. Foi descendo a lanterna, até avistar uma pia. Caminho errado, pensou, e continuou a andar. O silêncio penetrava em seus ouvidos. O medo tentava, a cada segundo mais, tomar conta dela, mas isso não ia acontecer. A revolta que sentia expulsaria qualquer coisa que aparecesse no caminho, fosse medo, receio ou mesmo perigo. Continuou, com o olhar atento e faro aguçado e a certeza de que ia conseguir alcançar o seu obejetivo, terminar o que começou.